Mar

O mar está dentro de mim 

Sou carregado de ondas e sentimentos infinitos 

Dentro de mim existem vidas desconhecidas 

A morte e a vida navegam pelas minhas águas salgadas 

Sou mar incompreensível 
Aqui as embarcações se perdem

Aqui a poesia ganha tons de perdição 

Água fria, mar Salgado.

Spleen

Vazio, palavra carregada de significados 

Quanta metafísica existe nesta pequena palavra!

Os pés acelerados caminham pelos vales inquietos da vida

Não sou amoroso, sou realista!

Não preciso de respostas prontas 

De conclusões e achismos vazios

Quero mais, quero a verdade!

O que é maior?

24/07/2016

Dentro do meu coração existem perguntas sangrentas/o dia seguinte é sempre mais difícil // liberdade tem nome? /// e o amor que não vêm; e o amor que pede para eu não amar //// amar é sinônimo de violência.

O reencontro com o amor próprio 

Tive um amor e ele me deixou

Riamos, chamávamosas estrelas pelos nomes

Fazíamos amor – não o amor carnal, o sexo é egoísta.

o nosso amor era a pura definição do sentimento oceânico 

Freud e sua teoria poética nos infectaram.

Só que o amor é pratica 

Teoria e amor não podem andar juntos

meu amor e eu deixamos de ser práticos  

– insisto: sejam práticos; a vida amigo leitor carece de diálogos!
Meu amor me deixou numa dessas manhãs de feriado prolongado 

Meu amor próprio havia me deixado

E sabe? Reencontra-lo não foi fácil!
Perdemos o amor por nós quando somos egoístas 

Por isso, hoje, eu dou o que tenho de melhor: o meu amor!

Não importa o golpe, as dores que essa ação me trará 

Escolhi ser guache, escolhi ser rebento, escolhi ser a pedra de esquina!

Quando

Quando foi a última vez que sorrimos de verdade?

qual foi a última vez que enfrentamos os nossos medos sem medo?

Quando foi a último vez que fomos honestos com os nossos irmãos?

Qual foi a última vez que fomos sinceros conosco?

Amamos de verdade?

Quando foi a última vez que fomos responsáveis?
A vida está cheia de achismos e poucas oportunidades de diálogos

Quando permitiremos que a lealdade nos invada e nos modifique?

Não estamos longe dela!

Quando foi a última vez?

Que a verdade nos invada e nos torne sensíveis.

Cegueira

O mar que não vejo

a cegueira que abrasa.

O barulho do mundo

a cegueira que me reabilita.

O sol que me toca

o cheiro do mar

o cheiro do pescador

a cegueira que me humaniza.

 

Mortes, sorrisos, prazeres…

meu tempo…

e a cegueira que me alerta:

“é tempo de não enxergar”

 

Além do mar, além das ondas

O que me espera?

A cegueira me permite enxergar o que os olhos não podem ver.

Coisas deleitáveis da minha vida

Escrever de madrugada tendo apenas como iluminação a luz da varanda; Viajar de ônibus e ficar olhando as montanhas; Jogo do Corinthians; Assistir aos filmes do Quentin Tarantino – principalmente o Django livre ; Aulas de literatura; Dias cinzas; Chorar com os poemas do Fernando Pessoa; Rir da ironia do Machado de Assis; Sexo; Conquistar uma menina; Passear pela Avenida Paulista, sentar na escadaria da TV Gazetta e ouvir o som da cidade; Ouvir os Rap’s do Sabotage; Comer gelatina de uva; Suco de uva; Narrações do Oscar Ulisses; Ouvir  Antônio Vivaldi; Ver os quadros do Van Gogh; Mar; Comer Moranguete; Ler meus poemas; Meninas negras e ruivas; Meu silêncio; Meu macarrão com carne moída; Professora Ana Maria; Cavaleiros dos Zodíacos; Domingo de manhã; Conversar com Deus; Manuel Bandeira; Andar sem destino; Sábados; Ler os poema do Baudelaire; Ouvir as cações do Michael Jackson; Dezembros; Sebos e livrarias; Sexo oral; Gols do Corinthians; Paula Varella; Ficar sem fazer nada; Comer na panela; Gray’s Anatomy; Colocar os pés no sofá; Beber suco na jarra; Peitos; Lima Barreto; Música Clássica e ler um poema em voz alta.

Eu poético

Eu quebro as formas

Estabeleço um novo padrão poético:

O meu Eu com o Mundo – Bummm!

Eu e a poesia somos um – quem me vê a vê,

Porém, a Poesia “É” antes de eu Ser!